terça-feira, 28 de setembro de 2010

Do Reunionismo ao relacionamento

O Senhor não disse: “Ide e fazei reuniões em todas as nações”, mas sim “fazei discípulos em todas as nações”.

Os métodos de trabalho que vínhamos usando na obra do Senhor sempre produziram frutos débeis e fracos em sua maioria. Os métodos que desenvolvíamos para a evangelização, edificação e conservação dos frutos, mesmo que tenham produzido alguns frutos, observamos que não eram os mais corretos, nem os mais bíblicos.

Se observarmos bem, a finalidade de todas as campanhas, é que as pessoas assistam as reuniões. Para a edificação delas contamos com: a) escola dominical; b) pregação do Pastor; e nisto descansa toda a edificação delas.

Os pontos débeis são:
a) o trabalho é demasiadamente impessoal;
b) depende de homens muito hábeis;
c) é pouco eficaz na formação de novos lideres;
d) não promove a participação de todo o corpo de Cristo.

Notamos que os apóstolos sem campanhas de evangelização programadas, sem construir templos, sem criar seminários, obtinham resultados muito melhores que os nossos, tanto em qualidade quanto em quantidade.

Não existia a imprensa, não podiam repartir bíblias, não haviam meios massivos de comunicação, não tinham veículos, gravadores, não contavam com uma missão estrangeira para sustentá-los, não tinham lugares para retiros espirituais, etc.

Que segredo tinham para ter semelhante êxito? Qual era sua forma ou modo de trabalhar?

Devemos voltar a nossa origem, devemos deixar nossos métodos e voltar a pratica apostólica.

Gostaria que a obra fosse atrasada em 2000 anos!

1. Do reunionismo ao discipulado

O Senhor não disse: “Ide e fazei reuniões em todas as nações”, mas sim “fazei discípulos em todas as nações”. Tínhamos todo o tipo de reunião, de evangelismo, de oração, de estudo bíblico, de escola dominical, de senhoras, de senhores, de jovens, de adolescentes, de comissões, etc. Mas não tínhamos discípulos. Gastávamos nossas energia num sem número de atividades e não estávamos fazendo o essencial, formar discípulos.

Afinal tínhamos tantas reuniões que não tínhamos tempo para fazer outra coisa. Mas a mudança veio!

Custou muito caro, porem mudamos! O ministério pastoral púlpito/congregação se modificou para um relacionamento discipulador/discípulo.

Isto significa entender que o nosso ministério principal consiste em concentrar-nos em poucos (Jesus tinha doze). Conhecê-los, amá-los, dar-lhes nossa vida, nosso lar, conviver com eles, ser exemplos, abençoá-los, repreendê-los, instruí-los, compartilhar suas cargas, chorar com eles, rir com eles, assumir autoridade, velar e ensinar sobre todas as áreas da vida, tais como, família, trabalho, sexo, caráter, negócios, estudos, oração, testemunho, etc.

“Fazer discípulos” significa formá-los, guiá-los a maturidade e comissioná-los para que eles façam o mesmo com outros.

Reconheço que é mais fácil fazer 100 reuniões que formar um discípulo. Isto não significa que não fazemos mais reuniões, mas sim que fazemos menos reuniões com o fim de dedicar-nos a esta tarefa absorvente.

Quanto menor o número, maior a benção. Alguém com problemas na fala poderia ser pastor na igreja do primeiro século.

Observação: o ministério não se desenvolve através de reuniões, mas sim de relacionamentos. Jesus nunca foi homem de púlpito, era homem de relacionamentos, de convivência (Mc 3.14).

2. A igreja é formada por discípulos

Quero insistir sobre o evangelho que pregamos, pois é ele que irá produzir a classe de discípulos que queremos, ou seja, frutos permanentes. A porta deve ser estreita, pois quem entrar não quererá sair pelos fundos.

Discípulos são aqueles que amam a Cristo acima de qualquer coisa, são mansos e dóceis ao ensino da palavra. Não são como cabritos, mas sim como ovelhas. É gente que frutifica, não é gente que se senta nos bancos para ouvir boas mensagens.

Jesus nunca apontou os sinais de poder e maravilhas como característica de seus discípulos, mas sim o amor. Há diferença entre sinal acompanhante e evidência que caracteriza. Embora Jesus tenha dito que os sinais acompanham os que crêem nele, não disse que a característica de um discípulo é que seja acompanhado por sinais, isto porque ele sabia que estes sinais de poder também seguiriam os que não eram seus discípulos (Mt 7.22-23; 1 Ts 2.9).

Quero que o poder carismático acompanhe o meu ministério, mas isto nunca será para mim, uma evidência que me caracteriza como discípulo de Cristo.

Somente o amor é uma característica definitiva.

O diabo pode imitar os sinais e prodígios, o esforço e a dedicação, o zelo e muitas outras coisas. Só não pode imitar o amor!

O discipulado está baseado nisto: um coração entregue ao Senhor.

Por: Ivan Baker
 

terça-feira, 21 de setembro de 2010

O propósito eterno de Deus

“Deus quer uma família de muito filhos, semelhantes a Jesus, para a glória de Deus Pai”.

Deus tem um propósito (projeto; sonho; vontade) eterno

. Porque os que dantes conheceu também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos. Rm.8.29

. Porque os que dantes conheceu também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos. Ef.1.11; Segundo o eterno propósito que fez em Cristo Jesus nosso Senhor, Ef.3.11

. Que nos salvou, e chamou com uma santa vocação; não segundo as nossas obras, mas segundo o seu próprio propósito e graça que nos foi dada em Cristo Jesus antes dos tempos dos séculos; 2Tm.1.9

. Lembrai-vos disto, e considerai; trazei-o à memória, ó prevaricadores. Lembrai-vos das coisas passadas desde a antiguidade; que eu sou Deus, e não há outro Deus, não há outro semelhante a mim. Que anuncio o fim desde o princípio, e desde a antiguidade as coisas que ainda não sucederam; que digo: O meu conselho será firme, e farei toda a minha vontade. Is.46.8-10

Que propósito é este?
“Deus quer uma família de muito filhos, semelhantes a Jesus, para a glória de Deus Pai”.

. Porque os que dantes conheceu também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos. Rm.8.29

. E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; e domine sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre o gado, e sobre toda a terra, e sobre todo o réptil que se move sobre a terra. E criou Deus o homem à sua imagem: à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou. E Deus os abençoou, e Deus lhes disse: Frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a; e dominai sobre os peixes do mar e sobre as aves dos céus, e sobre todo o animal que se move sobre a terra. Gn.1.26-28

No capítulo 1 de Efésios encontramos palavras muito interessantes, algumas repetidas diversas vezes, como: vontade; escolhidos; predestinados.

O que significa o propósito eterno de Deus de forma mais prática?

. uma família = UNIDADE (Jo.17.20-23; 1Co.1.10);

. muitos filhos = QUANTIDADE (Hb.2.10);

. semelhantes a Jesus = QUALIDADE (Mt.11.29; Jo.13.12-17; Jo.13.34; Jo.17.18; Cl.3.13; 1Pe.1.15,16; 1Jo.2.6)

. para a glória de Deus Pai = FINALIDADE (Jo.17.4; Rm.11.36; Ef.3.20)

No amor de Jesus, Daniel Souza.
    

sábado, 11 de setembro de 2010

+ FOME + SEDE

        Nós em nosso dia a dia muitas vezes nos envolvemos em nossos afazeres e esquecemos até de nos alimentarmos ou nos hidratarmos, vindo a fazê-lo só ao sentirmos fome ou sede. Mas isso não é bom para o nosso corpo, pois ele precisa de abastecimento. Quando não disciplinamos nossa alimentação dentro de nossos afazeres, nosso corpo é quem sofre o prejuízo, podendo até com o tempo se habituar a comer pouco e a quase não beber água durante o dia, vindo a ter desidratação, anorexia (falta de apetite) e outras doenças decorrentes da falta ou inadequadas alimentação e hidratação. Um grande exemplo é o cálculo renal (pedra no rim), onde os riscos são a obstrução da passagem da urina (não eliminação de impurezas), e paralização da filtragem do sangue pelo rim (não purificação do sangue).

        O que eu quero com esse texto é fazer um paralelo com nossa alimentação natural (comer e beber), com a nossa alimentação espiritual (oração, palavra, etc) e suas consequências, partindo da idéia de que existem três razões de buscarmos essa alimentação: devido a emoções, racionalmente e é claro, por fome e sede. Quero também destacar que sempre há pelo menos uma razão que podemos utilizar em qualquer fase ou momento de nossas vidas para buscarmos alimento. Evitando assim “doenças” (consequências) como o “cálculo espiritual” (não eliminação de pecados e não purificação de atitudes).

        Em algumas pessoas, o emocional gera fome e sede, a visita à geladeira é constante. A vida espiritual também é assim, existem momentos que somos emocionalmente tocados, e a fome e a sede aumentam e a busca é incessante, as idas à geladeira espiritual (cultos, bíblia, etc). Porém, existem períodos emocionais que nos fazem não sentir fome, e esse é o perigo de depender apenas do emocional.

        Precisamos também ter a consciência da necessidade de beber ou comer, mesmo sem sede ou fome. A mente, o que é racional nos ajuda a criar uma disciplina, um hábito de nos alimentarmos. Se não sentimos sede ou fome, ainda assim devemos nos alimentar. Porém se só nos alimentarmos racionalmente acabamos por perder o prazer que a alimentação pode nos proporcionar.

        A principal razão para nos alimentarmos é quando sentimos fome. Se não nos alimentamos e ainda assim não sentimos fome algo está errado, pois a fome é o sinal de que devemos parar nossos afazeres para nos reabastecermos. Fome e sede também podem ser entendidas como uma vontade, um desejo de satisfazer um gosto (pizza, churrasco... coca-cola ou flexa mix). Essa falta e esse desejo por mais é que precisamos ter.

“Tu és o meu pão, Jesus! O pão eu já tenho, preciso de fome!
Tu és minha água, Jesus! A água eu já tenho, preciso de sede!

Eu quero mais fome de Ti. Eu quero mais sede de Ti
Eu quero mais fome e mais sede de Ti”

Um abraço...
   

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Olhe para cima

Se você colocar um falcão em um cercado de um metro quadrado e, inteiramente aberto por cima, o pássaro, apesar de sua habilidade para o vôo, será um prisioneiro.
A razão é que um falcão sempre começa seu vôo com uma pequena corrida em terra. Sem espaço para correr, nem mesmo tentará voar e permanecerá um prisioneiro pelo resto da vida, nessa pequena cadeia sem teto.

O morcego, criatura notavelmente ágil no ar, não pode sair de um lugar nivelado. Se for colocado em um piso complemente plano, tudo que ele conseguirá fazer é andar de forma confusa, dolorosa, procurando alguma ligeira elevação de onde possa se lançar.

Um zangão, se cair em um pote aberto, ficará lá até morrer ou ser removido.
Ele não vê a saída no alto, por isso, persiste em tentar sair pelos lados,
próximo ao fundo. Procurará uma maneira de sair onde não existe nenhuma, até quese destrua completamente, de tanto atirar-se contra o fundo do vidro.

Existem pessoas como o falcão, o morcego e o zangão: atiram-se obstinadamente contra os obstáculos, sem perceber que a saída está logo acima.

Se você está como um zangão, um morcego ou um falcão, cercado de problemas por todos os lados, olhe para cima.

E lá estará DEUS, para ajudá-lo.

"Ah! nosso Deus, ... em nós não há força
perante esta grande multidão que vem contra nós,
e não sabemos o que faremos;
porém os nossos olhos estão postos em ti."
IICronicas 20:12

Um abraço...
 

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Koinonia (coparticipação)

Atos 2:42 - “E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações.”

Olá pessoal,

Gostaria de continuar nossa sequência de posts sobre comunhão falando sobre o aspecto da coparticipação.

O versículo citado acima, nos mostra que os crentes da igreja primitiva participavam dos momentos da igreja: participavam da doutrina dos apóstolos – recebiam o ensino; participavam da comunhão – através dos pequenos grupos nas casas (Atos2:46); participavam do “partir do pão” – que é uma atitude de serviço; e participavam das orações – cumprindo o sarcedócio dos crentes.

A consequência desta participação mútua é encontrada no versículo 47: “E todos os dias acrescentava o Senhor à igreja aqueles que se haviam de salvar”. Isso mesmo, a consequência destes aspectos da comunhão citados em nossos posts têm como resultado a salvação de almas, mas para isso é preciso que cada cristão entenda a sua parcela de responsabilidade, a necessidade do seu envolvimento, da sua participação conjunta.



Um abraço...