sexta-feira, 19 de novembro de 2010
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
MISSÕES OU ADORAÇÃO?
UM PERSPECTIVA REFORMADA DE MISSÕES
Pr. Gildásio Reis
Qual é a principal tarefa da igreja? Em resposta a esta pergunta, temos ouvido: “Missões é a principal tarefa da Igreja” ou “Se a Igreja não é missionária, então não é Igreja”. Não há dúvida, de que missões é uma prioridade da Igreja, mas não é a prioridade última. Na verdade, a Adoração a Deus o é. E isto porque Deus é o nosso alvo, e não o ser humano. John Piper diz que quando esta era terminar e representantes de toda raça, tribo e nação estiverem dobrados diante do Cordeiro de Deus, a obra missionária não mais terá razão de existir na igreja. Mas o Culto continuará a existir. Quando chegarmos ao fim dos tempos e todos os redimidos estiverem diante do trono de Deus, missões não serão mais necessárias. Missões representa apenas uma necessidade temporária da Igreja, mas o Culto a Deus permanecerá para todo o sempre.
Relação entre Adoração e Missões
Notem como o escritor do Salmo 67 faz a relação entre a adoração e missões, mas colocando a adoração como prioridade última. No verso 1 ele declara:"Seja Deus gracioso para conosco, e nos abençoe, e faça resplandecer sobre nós o rosto; (Adoração); no verso 2 ele mostra a prioridade penúltima da igreja “para que se conheça na terra o teu caminho e, em todas as nações a tua salvação” (Missões) e no verso 3 ele menciona o objetivo das missões que é a glória de Deus e não o bem estar dos homens “Louvem-te os povos, ó Deus; louvem-te os povos todos”.
(Glorificar a Deus). É imprescindível destacar que primariamente, não é por compaixão pela humanidade que compartilhamos nossa fé; é, acima de tudo, por amor a Deus. Portanto, se eu não amar a Deus, não estarei apto a fazer missões.
Isaías também registra a sua experiência de adoração e missões no capítulo 6 de seu livro. Nos versos 1 a 7 vemos o profeta no templo em adoração e tendo a visão da graça perdoadora do Senhor e no versos seguintes, no auge de sua contemplação do Senhor o vemos respondendo ao desafio missionário: "Eis-me aqui, envia-me a mim". Primeiro, eu tenho meu coração aquecido na adoração e depois dedico-o ao serviço missionário.
A adoração é a mais nobre atividade da qual o ser humano, e tão somente pela graça de Deus, é capaz de realizar; enquanto missões é o maior desafio que ele recebe como resposta e estímulo da sua atividade como adorador.
O zelo pela glória de Deus no culto motiva a obra missionária
Talvez alguém possa questionar: Por que esta ordem de prioridade é tão importante que seja estabelecida? Respondemos que, quando as pessoas não estão maravilhadas pela grandiosidade de Deus, não poderão ser enviadas para proclamar a mensagem: “grande é o SENHOR e mui digno de ser louvado, temível mais que todos os deuses” (Sl 96.4).
“A paixão por Deus no culto precede a oferta de Deus na pregação”. Ninguém pode divulgar com convicção aquilo que não estima com paixão. Não poderá clamar, “Alegrem-se e exultem as gentes” (Salmo 67.4a) aquele que não pode afirmar no seu coração, “eu me alegrarei no SENHOR” (Salmo 104.34b; 9.2). Quando a paixão por Deus está fraca, o zelo por missões certamente será fraco também.
As igrejas que não exaltam a majestade e a beleza de Deus dificilmente poderão acender um desejo efervescente para “anunciar entre as nações a sua glória” (Salmo 96.3).
Andrew Murray fez um pronunciamento há mais que cem anos onde relacionou a Adoração e Missões com as seguintes palavras:
“Quando buscamos saber por que, com tantos milhões de cristãos, o verdadeiro exército de Deus que está enfrentando os exércitos da escuridão é tão pequeno, a única resposta é: falta de coração e entusiasmo. O entusiasmo pelo reino de Deus está faltando, porque há tão pouco entusiasmo pelo Rei.“
Ninguém poderá se dispor à magnitude da causa missionária se não experimentar a magnificiência de Cristo (Apocalipse 15.3-4; cf. Salmos 9.11; 18.49; 45.17; 57.9; 96.10; 105.1; 108.3; e Isaías: 12.4; 49.6; 55.5)
Concluímos fazendo menção da primeira pergunta do Catecismo de Westminster que diz: “Qual é o fim principal do ser humano?” E a resposta correta é: “O fim principal do homem é glorificar a Deus e gozá-Lo para sempre.” É dentro desta perspectiva, que afirmamos que a prioridade última da Igreja do Senhor é Glorificar a Deus e como resultado desta adoração, a obra missionária será realizada.
Rev. Gildásio Reis, Pastor da Igreja Presbiteriana de Osasco, Psicanalista Clínico, Professor de Teologia Pastoral no Seminário Presbiteriano JMC-SP, Mestre em Teologia pelo Centro Presbiteriano de Pós-Graduação Andrew Jumper.
e-mail: gildasioreis@uol.com.br
Pr. Gildásio Reis
Qual é a principal tarefa da igreja? Em resposta a esta pergunta, temos ouvido: “Missões é a principal tarefa da Igreja” ou “Se a Igreja não é missionária, então não é Igreja”. Não há dúvida, de que missões é uma prioridade da Igreja, mas não é a prioridade última. Na verdade, a Adoração a Deus o é. E isto porque Deus é o nosso alvo, e não o ser humano. John Piper diz que quando esta era terminar e representantes de toda raça, tribo e nação estiverem dobrados diante do Cordeiro de Deus, a obra missionária não mais terá razão de existir na igreja. Mas o Culto continuará a existir. Quando chegarmos ao fim dos tempos e todos os redimidos estiverem diante do trono de Deus, missões não serão mais necessárias. Missões representa apenas uma necessidade temporária da Igreja, mas o Culto a Deus permanecerá para todo o sempre.
Relação entre Adoração e Missões
Notem como o escritor do Salmo 67 faz a relação entre a adoração e missões, mas colocando a adoração como prioridade última. No verso 1 ele declara:"Seja Deus gracioso para conosco, e nos abençoe, e faça resplandecer sobre nós o rosto; (Adoração); no verso 2 ele mostra a prioridade penúltima da igreja “para que se conheça na terra o teu caminho e, em todas as nações a tua salvação” (Missões) e no verso 3 ele menciona o objetivo das missões que é a glória de Deus e não o bem estar dos homens “Louvem-te os povos, ó Deus; louvem-te os povos todos”.
(Glorificar a Deus). É imprescindível destacar que primariamente, não é por compaixão pela humanidade que compartilhamos nossa fé; é, acima de tudo, por amor a Deus. Portanto, se eu não amar a Deus, não estarei apto a fazer missões.
Isaías também registra a sua experiência de adoração e missões no capítulo 6 de seu livro. Nos versos 1 a 7 vemos o profeta no templo em adoração e tendo a visão da graça perdoadora do Senhor e no versos seguintes, no auge de sua contemplação do Senhor o vemos respondendo ao desafio missionário: "Eis-me aqui, envia-me a mim". Primeiro, eu tenho meu coração aquecido na adoração e depois dedico-o ao serviço missionário.
A adoração é a mais nobre atividade da qual o ser humano, e tão somente pela graça de Deus, é capaz de realizar; enquanto missões é o maior desafio que ele recebe como resposta e estímulo da sua atividade como adorador.
O zelo pela glória de Deus no culto motiva a obra missionária
Talvez alguém possa questionar: Por que esta ordem de prioridade é tão importante que seja estabelecida? Respondemos que, quando as pessoas não estão maravilhadas pela grandiosidade de Deus, não poderão ser enviadas para proclamar a mensagem: “grande é o SENHOR e mui digno de ser louvado, temível mais que todos os deuses” (Sl 96.4).
“A paixão por Deus no culto precede a oferta de Deus na pregação”. Ninguém pode divulgar com convicção aquilo que não estima com paixão. Não poderá clamar, “Alegrem-se e exultem as gentes” (Salmo 67.4a) aquele que não pode afirmar no seu coração, “eu me alegrarei no SENHOR” (Salmo 104.34b; 9.2). Quando a paixão por Deus está fraca, o zelo por missões certamente será fraco também.
As igrejas que não exaltam a majestade e a beleza de Deus dificilmente poderão acender um desejo efervescente para “anunciar entre as nações a sua glória” (Salmo 96.3).
Andrew Murray fez um pronunciamento há mais que cem anos onde relacionou a Adoração e Missões com as seguintes palavras:
“Quando buscamos saber por que, com tantos milhões de cristãos, o verdadeiro exército de Deus que está enfrentando os exércitos da escuridão é tão pequeno, a única resposta é: falta de coração e entusiasmo. O entusiasmo pelo reino de Deus está faltando, porque há tão pouco entusiasmo pelo Rei.“
Ninguém poderá se dispor à magnitude da causa missionária se não experimentar a magnificiência de Cristo (Apocalipse 15.3-4; cf. Salmos 9.11; 18.49; 45.17; 57.9; 96.10; 105.1; 108.3; e Isaías: 12.4; 49.6; 55.5)
Concluímos fazendo menção da primeira pergunta do Catecismo de Westminster que diz: “Qual é o fim principal do ser humano?” E a resposta correta é: “O fim principal do homem é glorificar a Deus e gozá-Lo para sempre.” É dentro desta perspectiva, que afirmamos que a prioridade última da Igreja do Senhor é Glorificar a Deus e como resultado desta adoração, a obra missionária será realizada.
Rev. Gildásio Reis, Pastor da Igreja Presbiteriana de Osasco, Psicanalista Clínico, Professor de Teologia Pastoral no Seminário Presbiteriano JMC-SP, Mestre em Teologia pelo Centro Presbiteriano de Pós-Graduação Andrew Jumper.
e-mail: gildasioreis@uol.com.br
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
3 ATITUDES FUNDAMENTAIS PARA A VIDA DA IGREJA
Temos muito que viver, compartilhar e experimentar como igreja. No entanto, toda esta experiência acontece a partir do congregar.
1) Hebreus 10.24 - Consideremo-nos também uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e às boas obras.25 Não deixemos de congregar-nos, como é costume de alguns; antes, façamos admoestações e tanto mais quanto vedes que o Dia se aproxima.
Temos muito que viver, compartilhar e experimentar como igreja. No entanto, toda esta experiência acontece a partir do congregar.
Jesus prometeu estar com, pelo menos dois ou três discípulos reunidos em seu nome (Mt.18.20). Vemos nesta passagem como é importante estarmos juntos.
Cada discípulo tem a responsabilidade de estimular seus irmãos ao amor e as boas obras e isto acontece quando valorizamos cada oportunidade dada por Deus de nos encontrarmos. VAMOS FIRMES!!!
2) Colossenses 3. 16 - Habite, ricamente, em vós a palavra de Cristo; instruí-vos e aconselhai-vos mutuamente em toda a sabedoria
Também temos a responsabilidade de nos enchermos da palavra para podermos edificar nossos irmãos.
Quando estamos cheios da palavra de Cristo podemos nos instruir e edificar mutuamente. A palavra é o pão que alimenta a igreja (Mt.4.4). Precisamos nos prover deste pão para nos alimentarmos e ainda podermos alimentar nossos irmãos.
3) Efésios 6. 18 - com toda oração e súplica, orando em todo tempo no Espírito e para isto vigiando com toda perseverança e súplica por todos os santos
Para finalizar, é de extrema importância a comunhão com Deus através da oração. A oração nos dá intimidade com Deus.
A oração é um tremendo recurso. Jesus utilizou este recurso com muita intensidade (Mc.1.35). Sigamos seus passos e jamais esqueçamos de levar a Deus nossas necessidades e também as de nossos irmãos (Fp.4.6,7).
No amor de Jesus, Daniel Souza.
1) Hebreus 10.24 - Consideremo-nos também uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e às boas obras.25 Não deixemos de congregar-nos, como é costume de alguns; antes, façamos admoestações e tanto mais quanto vedes que o Dia se aproxima.
Temos muito que viver, compartilhar e experimentar como igreja. No entanto, toda esta experiência acontece a partir do congregar.
Jesus prometeu estar com, pelo menos dois ou três discípulos reunidos em seu nome (Mt.18.20). Vemos nesta passagem como é importante estarmos juntos.
Cada discípulo tem a responsabilidade de estimular seus irmãos ao amor e as boas obras e isto acontece quando valorizamos cada oportunidade dada por Deus de nos encontrarmos. VAMOS FIRMES!!!
2) Colossenses 3. 16 - Habite, ricamente, em vós a palavra de Cristo; instruí-vos e aconselhai-vos mutuamente em toda a sabedoria
Também temos a responsabilidade de nos enchermos da palavra para podermos edificar nossos irmãos.
Quando estamos cheios da palavra de Cristo podemos nos instruir e edificar mutuamente. A palavra é o pão que alimenta a igreja (Mt.4.4). Precisamos nos prover deste pão para nos alimentarmos e ainda podermos alimentar nossos irmãos.
3) Efésios 6. 18 - com toda oração e súplica, orando em todo tempo no Espírito e para isto vigiando com toda perseverança e súplica por todos os santos
Para finalizar, é de extrema importância a comunhão com Deus através da oração. A oração nos dá intimidade com Deus.
A oração é um tremendo recurso. Jesus utilizou este recurso com muita intensidade (Mc.1.35). Sigamos seus passos e jamais esqueçamos de levar a Deus nossas necessidades e também as de nossos irmãos (Fp.4.6,7).
No amor de Jesus, Daniel Souza.
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
A Grande Comissão
Podemos ouvir hoje Jesus nos comissionando:
“Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra. Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado, E eis que estou convosco todos os dias até a consumação do século.”(Mt 28.18-20)
1. CONTINUAMOS A OBRA QUE O SENHOR COMEÇOU
Em Marcos 3.14 temos o começo do discipulado de Jesus; e em Mateus 28.18-20, temos sua continuidade.
Mateus 28, chamado “A Grande Comissão”, é uma ordem do Senhor Jesus a todos os discípulos, em todas as épocas e em todos os lugares. Esta comissão começou na época de Jesus, e vai “até à consumação do século”, atingindo a nossa geração.
Quem hoje está responsabilizado de continuar a grande comissão de fazer discípulos? Cada um de nós que se tornou um discípulo de Jesus. Iremos corresponder?
2. FAZER DISCÍPULOS É O IMPERATIVO DE JESUS
É importante notarmos os verbos da grande comissão.
“Dos quatro verbos desse texto, três estão no gerúndio, ou seja, são verbos auxiliares no grego, e apenas um é imperativo ou de comando direto. Os verbos no gerúndio são poreuthentes (cuja melhor tradução seria: indo, batizontes (batizando) e didaskontes (ensinando). O imperativo é matheteusate (fazei discípulos). Essa construção gramatical nos leva à conclusão razoável de que o objetivo principal da grande comissão é fazer discípulos; ao passo que indo, batizando e ensinando são meios essenciais rumo ao fim, mas não constituem fins em si só”. (C. Peter Wagner).
Há quem confunda Marcos 16.15 com Mateus 28.19. Marcos 16 diz que é para pregar o evangelho. Mateus 28 diz que é para fazer discípulos. Como entender? Pregar o evangelho é um dos recursos da obra de Deus. Fazer discípulos já é a estratégia da obra de Deus. Assim, pela pregação do evangelho do reino, fazemos discípulos. Se Jesus diz que fazer discípulos é o imperativo da sua obra, também deve ser o imperativo da nossa obra.
“Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra. Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado, E eis que estou convosco todos os dias até a consumação do século.”(Mt 28.18-20)
1. CONTINUAMOS A OBRA QUE O SENHOR COMEÇOU
Em Marcos 3.14 temos o começo do discipulado de Jesus; e em Mateus 28.18-20, temos sua continuidade.
Mateus 28, chamado “A Grande Comissão”, é uma ordem do Senhor Jesus a todos os discípulos, em todas as épocas e em todos os lugares. Esta comissão começou na época de Jesus, e vai “até à consumação do século”, atingindo a nossa geração.
Quem hoje está responsabilizado de continuar a grande comissão de fazer discípulos? Cada um de nós que se tornou um discípulo de Jesus. Iremos corresponder?
2. FAZER DISCÍPULOS É O IMPERATIVO DE JESUS
É importante notarmos os verbos da grande comissão.
“Dos quatro verbos desse texto, três estão no gerúndio, ou seja, são verbos auxiliares no grego, e apenas um é imperativo ou de comando direto. Os verbos no gerúndio são poreuthentes (cuja melhor tradução seria: indo, batizontes (batizando) e didaskontes (ensinando). O imperativo é matheteusate (fazei discípulos). Essa construção gramatical nos leva à conclusão razoável de que o objetivo principal da grande comissão é fazer discípulos; ao passo que indo, batizando e ensinando são meios essenciais rumo ao fim, mas não constituem fins em si só”. (C. Peter Wagner).
Há quem confunda Marcos 16.15 com Mateus 28.19. Marcos 16 diz que é para pregar o evangelho. Mateus 28 diz que é para fazer discípulos. Como entender? Pregar o evangelho é um dos recursos da obra de Deus. Fazer discípulos já é a estratégia da obra de Deus. Assim, pela pregação do evangelho do reino, fazemos discípulos. Se Jesus diz que fazer discípulos é o imperativo da sua obra, também deve ser o imperativo da nossa obra.
Fonte: Apostila “A formação de Discípulos”
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