segunda-feira, 9 de agosto de 2010

O Conceito de Pequeno Grupo

1. Relacionamentos. Os pequenos grupos existem para aproximar as pessoas umas das outras. A expressão “uns aos outros” é chave nesse processo. Muitas pessoas confundem pequeno grupo com reuniões, mas na verdade os pequenos grupos transcendem suas reuniões, pois os relacionamentos não podem ser limitados por espaço e tempo.

2. Quantidade. Os pequenos grupos não existem para cuidar do item “quantidade”, e sim do aspecto “qualidade”. Os pequenos grupos surgem exatamente para suprira lacuna deixada pel anonimato característico das grandes reuniões. Justamente por isso, devem reunir poucas pessoas (de 3 a 12). Os pequenos grupos que ultrapassam esse número de participantes devem ser encorajados a dividir-se [ou melhor, multiplicar-se]*, dando origem a outros pequenos grupos.

3. Reuniões regulares. A convivência é o segredo da intimidade e o meio através do qual pode-se desenvolver a mutualidade. Nenhum relacionamento pode ser construído a menos que as pessoas envolvidas dediquem algum tempo para se encontrar. O ideal é que no início, as reuniões sejam semanais. Depois, quando os relacionamentos estiverem relativamente solidificados, cada pequeno grupo poderá definir sua agenda em termos de frequência e tipos de encontro.

4. Afinidades. O caminho em direção à intimidade entre as pessoas é sempre cheio de barreiras. Sendo assim, deve haver um mínimo de homegeneidade entre os participantes dos pequenos grupos, tanto nas características pessoais quanto nos interesses.

5. Discipulado. Discipular é “ensinar a guardar todas as coisas que o Senhor Jesus ordenou”. A dinâmica do “uns aos outros” cria o fórum de troca de experiências e observações necessária ao processo de aprendizagem. Isso vale tanto para os fiéis que buscam patamares mais elevados de maturidade cristã quanto para os não crentes, que poderão ver o evangelho funcionando na vida dos cristãos.

*Nota minha.

• Trecho extraído do livro: Ultrapassando Barreiras - Volume 1, Capítulo 4: Pequenos Grupos, uma Velha Novidade, páginas 63 e 64, escrito por Ed René Kivitz.
Nota: Cada capítulo deste livro foi escrito por um autor diferente.
   

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